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14/12/2016 ?s 10:35 por Ciências & Tecnologia
Implante de microchip na mão chega a vários países
Oriente Médio, República Tcheca e Austrália mostra como tecnologia substitui os cartões de crédito
créditos: Gospel Prime

Após a tecnologia ser desenvolvida nos Estados Unidos, começou a surgir em experimentos na Europa e na Oceania. Agora, os implantes de microchip que servem como chaves e cartões de crédito chegaram ao Oriente Médio.

Durante a GITEX 2016, feira de inovação realizada em Dubai, a companhia de telecomunicação Etisalat demonstrava em seu stand como um chip do tamanho de um grão de arroz, colocado na mão de um cliente pode facilitar a vida de uma maneira que antes só era vista em filmes de ficção científica.

Os funcionários da empesa já estão testando ? com sucesso ? novos microchips injetáveis, que armazenam todos os dados de seu cartão de crédito, documentos e senhas. A Etisalat, maior empresa do ramo nos Emirados Árabes Unidos, pretende popularizar a técnica do biohacking, que essencialmente coloca na palma da mão uma maneira mais simples e segura de fazer transações comerciais.

Hazim Naori, que fazia a demonstração na feira, mostra que o processo é simples. Uma seringa especial é usada para implantar o dispositivo na parte de trás da mão, ente o polegar e o dedo indicador. ?Inserimos a agulha sob a pele e empurramos. Após a instalação, dentro de uma ou duas semanas está totalmente cicatrizado?, conta.

Naori é um tatuador que também aplica piercings. Para ele, o chip não é uma moda. ?Isso melhora o seu corpo, não é apenas um dispositivo que você usa, como um smartwatch. Não pode substituir nem perdê-lo, estará sempre com você?. Ele explica que os chips chegaram para ficar e dentro de pouco tempo irão substituir os documentos.

Similar a pulseiras do Brasil

Por enquanto a empresa só está disponibilizando anéis com as mesmas funções. O sistema de pagamento é o Near Field Communication (NFC), que já é utilizado em alguns smartphones, similares às pulseiras que estão sendo testadas no Brasil.

George Held, que trabalha no departamento de inovação da Etisalat explica que testes estão sendo feitos e que o produto não tem data oficial para ser lançado comercialmente. Contudo, a empresa já possui um acordo com a Visa para emitir os primeiros cartões de crédito em formato de chip no Oriente Médio.

Possivelmente até 2020 estejam disponíveis para todos os interessados. O kit da seringa e o chip injetável deverá custar cerca de 100 dólares. Com informações de Charisma News e News Week

Implantes de chips se popularizam na República Tcheca

Ao longo de 2016, algumas dezenas de voluntários da República Tcheca estão testando um novo método de pagamento, aponta como o sucessor dos cartões de crédito. Trata-se de um chip eletrônico que possibilita fazer pagamentos sem a necessidade de senhas.

O dispositivo mede aproximadamente 12×2 mm, do tamanho de um grão de arroz. Ele é implantado na mão esquerda, entre o polegar e o indicador.

Segundo a organização tcheca Paralelni Polis, que conduz os experimentos, a maioria dos usuários aprovou a nova tecnologia. Eles acreditam que isso deverá se tornar ?tendência de mercado? a partir dos próximos anos. Entre as vantagens citadas está a segurança que evitaria roubos e fraudes com cartões.

O chip usa o sistema NFC, já disponível no Brasil em alguns celulares. Além de funcionar para transações comerciais eletrônicas, pode desbloquear portas ou o smartphone, conforme divulgou a mídia tcheca.

Jan Hubik, da Paralelni Polis, garante que o implante é um processo muito fácil. ?A pessoa que decidir comprar o chip recebe pelo correio um pacote esterilizado com uma seringa médica. Lá dentro está o chip. A única coisa que deve ser feita é desinfetar a mão, abrir o pacote em um ambiente esterilizado e usar a seringa para injetar o chip na mão esquerda.?

Por enquanto os pagamentos só podem ser feitos em Bitcoins, mas Hubik garante que existe um interesse crescente pelo chip no país, especialmente entre os mais jovens.

Sistemas diferentes, objetivos iguais

O sistema usado na República Tcheca é semelhante ao que está sendo testado na Austrália. Embora as tecnologias sejam diferentes, essas crescentes comunidades de ?biohackers?, defendem a ideia que podem usar tecnologia para facilitar suas rotinas.

Recentemente, uma empresa da Suécia ofereceu aos funcionários a opção de trocar seus crachás por chips que abririam portas e marcariam o ?ponto?. Mais de 400 aceitaram a proposta.

Implante de chip na mão é "sensação" na Austrália

A Austrália pode se tornar o primeiro país no mundo a oferecer implantes de microchip em larga escala para sua população. Desde 2010, o governo do país analisa um plano potencial de usar chips RFID para modernizar seu sistema de saúde.

Este ano, a ideia parece ter começando a se popularizar, contudo a motivação não é resultado de uma campanha do governo. Através de propagandas que tentam mostrar como os microchips implantados na pele trazem vantagens, a procura espontânea aumentou.

O NEWS.com.au publicou recentemente um artigo intitulado ?Australianos abraçam a tecnologia de microchip para serem super-humanos?.

Segundo o site, um dos mais importantes do país, centenas de australianos estão querendo se beneficiar da oportunidade de abrir portas, ligar luzes e acessar computadores apenas com um aceno de mão.

A ?garota propaganda? é Shanti Korporaal, de Sydney, que implantou dois chips diferentes, do tamanho de um grão de arroz, um em cada mão. Em uma delas tem o controle de portas e portões, não precisando mais de chaves e senhas para acessar o computador ou o celular.

Até sua Vespa ela adaptou para funcionar com o programa. Na outra mão, o implante funciona como um cartão de visita, além de se comunicar com o smartphone, permite a geolocalização e armazena dados médicos complexos.

Junto com o marido, ela criou o ?Chip My Life?, um serviço de distribuição de implantes que pretende expandir a ideia para todas as regiões da Austrália.

Embora ainda esteja focado no nicho de mercado dos que se interessa por tecnologia de ponta, eles apostam alto. Korporaal espera que dentro de alguns anos seus microchips possam ser configurados para pagar as contas e, quem sabe, acabar com a necessidade de dinheiro e cartões de crédito.

?A ideia de super-humanos apresentada por muitas histórias de ficção já é real?, comemora. Em sua entrevista para o site australiano, Shanti, 27 anos,  afirma que sua família e amigos já estão com inveja de seu novo estilo de vida com microchip.

?Eu tive mais oposição a minhas tatuagens que em relação ao chip. Meus amigos estão com inveja?, garante.

1200 usuários até o momento

O médico Amal Graafstra, que injetou os chips em Shanti Korporaal, garante que já fez o mesmo em cerca de 1.200 australianos. Segundo ele, após anestesia local, a inclusão é feita em dois segundos.

Com preços variando entre US$ 80 a US$ 140, qualquer um pode aderir.

Essas crescentes comunidades de ?biohackers?, que acreditam que podem usar tecnologia para melhorar a performance humana, não se limita à Austrália. Recentemente, uma empresa da Suécia ofereceu aos funcionários a opção de trocar seus crachás por chips que abririam portas e marcariam o ?ponto?. Mais de 400 aceitaram a proposta.



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